Seminário do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração na Reserva Biológica do Gurupi (PELD Gurupi)
Por Lidia Silva de Lima Lidia Silva de Lima em 29 de julho de 2025
No dia 12 de junho de 2025, ocorreu na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) o Seminário do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração Gurupi (PELD Gurupi), no campus da UEMA de São Luis e da UEMA/Caxias, durante o período da manhã (das 8h às 11:45).
Durante o evento foram apresentados os resultados obtidos ao longo da primeira fase do PELD Gurupi, dentre eles dados dos levantamentos das espécies de aves, borboletas, moscas, minhocas e estrutura da cobertura vegetal em três áreas distintas da Rebio (Floresta conservada, Área pós fogo e Área pós pastagem). Os resultados parciais apontam para uma maior riqueza e presença de espécies raras nas parcelas das áreas conservadas, além de trazer novas descrições de espécies de insetos bem como novos registros para o estado. Esses dados enfatizam a relevância da existência da Rebio Gurupi sendo um importante refúgio para a biodiversidade, sendo necessária a continuidade dos estudos ecológicos na região. Em relação às atividades de comunicação e divulgação, foram realizadas intervenções em uma escola multisseriada no município de Paragominas no Pará, além de atividades na aldeia indígena Areião e com professores da rede municipal do município de Bom Jardim no Maranhão.
Ademais debateu-se os avanços e desafios da pesquisa ecológica em áreas de endemismo, como é o caso da Rebio Gurupi, uma das áreas mais importantes de conservação da Amazônia no Estado do Maranhão. Estiveram presentes no evento pesquisadores, representantes do ICMBio, estudantes e demais interessados na conservação ambiental e na produção científica voltada à Amazônia.
O primeiro ciclo teve duração de 4 anos (dez/2021- ago/2025), contudo o projeto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para um novo ciclo de pesquisas ecológicas na por mais quatro anos. O projeto conta tanto com o apoio do CNPq, como da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).
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